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O Preço das Coisas

 

Me lembro de ter comentado rapidamente, mais de uma vez, que o preço das coisas – de qualquer coisa à venda – não é apenas feito pelo custo da sua produção. As coisas tem o valor que atribuimos a elas e isso pode tomar proporções gigantescas.

Vi ontem, em um link no Facebook, um episódio que ilustra muito essa distância gritante entre o custo e o valor, assim como todas as histórias que recheiam o trajeto e que na maior parte das vezes são desconhecidas pela maioria.

(…)Para cada peça feita, o dono da oficina recebia R$ 7. Os costureiros declararam que recebiam, em média, R$ 2 por peça costurada…

Agora fica difícil dizer que “não sabíamos” e esperar que isso proporcione alguma reflexão sobre o assunto, que signifique uma postura diferente diante de toda e qualquer marca no futuro, nas nossas compras e na nossa vida em geral.

(…)contratações completamente ilegais, trabalho infantil, condições degradantes, jornadas exaustivas de até 16h diárias e cerceamento de liberdade…

Leia a história completa sobre a Zara e o Trabalho Escravo em SP, AQUI.

atelier paulistano

Tá caro demais? Desconfie.

Tá barato demais? Desconfie do mesmo jeito. Alguém está pagando a conta.

Foto: Fernanda Foroni

34 comentários

  1. Ligia disse:

    Eu fui uma que coloquei o link no facebook ontem.. e o que me deixou mais injuriada foi perguntar a uma blogueira e ela disse:” Vou continuar comprando na loja sim… não é só a Zara que usa esse tipo de mão de obra” Sinceramente.. se vc nao sabe.. vai lá.. agora com uma denuncia dessas! Vai e coloca uma tag “eu apoio trabalho escravo!.

    Não sei qual a sua opinião a respeito… o que vc pensa disso? bjo

    Vivi respondeu:

    @Ligia,

    Exatamente, Ligia, a gente não sabia, mas agora sabe. Eu, Vivi, tendo tomado conhecimento, não posso dizer que nada mudou. Isso seria ser conivente com a prática.

    Moro em Jundiaí mas sou paulistana, conheço bastante a região do Brás e Bom Retiro, onde se concentram as confecções. Posso afirmar, com toda certeza, que mesmo uma comprinha inocente nos camelôs da vida muitas vezes também nos fazem compactuar com a servidão. Antes era com os escravos lá na China, a diferença é que agora eles estão aqui, debaixo dos nossos narizes.

    No camelô a coisa fica mais óbvia, o preço final não deixa muita dúvida de que tem algum tipo de caroço no angú. Nas peças grifadas também não chega a ser uma coisa nova, já que é notório que as grandes labels mantém fábricas também na Ásia. (ou compram serviços lá)

    A novidade mesmo fica por conta da nossa responsabilização, a gente vai tomar uma posição e rejeitar essas atitudes ou passar largo e fingir que não viu, não sabe, não importa?

    Não interessa se a Zara não é a única (e não é mesmo). Se ela pratica isso vai ter que sofrer as consequências, as críticas e possivelmente o boicote por parte de quem se importa com esse tipo de problema. Eu me importo e publiquei mesmo sabendo que muita gente torce o nariz pra esse tipo de assunto.

    Bjuuu!

  2. Vivi, diante de tamanha disparidade entre preço da produção e do vendido nas lojas fica difícil acreditar que toda essa diferença cobrada de nós, sejam mesmo só impostos. Pra mim o lucro aí é muito maior que isso. O que gostei mesmo de ouvir é que muitas vezes compramos produtos de vestuário mais caros por acharmos que a qualidade compensa. Será? Eu mesma não tinha ideia que as roupas da Zara eram produzidas no Brasil, como tantas outras vendidas em lojinhas do Brás.
    Precisamos ficar de olho no tamanho do buraco que nos enfiamos, nos deixamos enganar infelizmente.

    Beijo

    Vivi respondeu:

    @Vivi – Das Mariazinhas,

    Vivi, 80% das minhas roupas hoje são do Brás e Bom Retiro. Pelo menos sei que estou comprando um produto feito aqui e pagando um valor justo por uma peça de roupa. Já tive essa ilusão de que o mais caro era melhor, mas hoje, desiludida, só acredito pegando no tecido e comparando mesmo. Já paguei, na própria Zara e em outras lojas, preço alto e vi a roupa se desfazer em 5, 4, 3, 2… rs

    Bjuuu!

  3. claudia morato disse:

    É Vivi, será que para estar “na moda”, “dentro das tendências”, devemos deixar de lado os princípios mais básicos de humanidade? Sou uma pessoa simples, visto e uso o quê fica bem para mim e está de acordo com as minhas possibilidades. Precisamos dar mais valor ao “ser” do que ao “ter”

    Vivi respondeu:

    @claudia morato,

    Claudinha, perco leitora, ganho fama de chata, mas não consigo (nem quero) ficar quieta diante dessas barbaridades. Acho que mostrar indignação é nossa maneira de contribuir para que o assunto seja considerado por quem de fato pode mudar alguma coisa.

    Bjuuu!

  4. Flavia Mello disse:

    eu também compartilhei o link. A Zara nem é tão barata assim, isto na minha opinião é uma ganância desmedida, é querer ter o lucro máximo!! Mas fico pensando o seguinte, será que nas etiquetas estão as informaçoes reais? Será que todas as peças produzidas no Brasil estão lá na etiqueta? Ou será que eles colocam “produzido em Portugal” nas roupas que são feitas aqui com trabalho escravo? Eu gostava muito da Zara, agora estou em choque…

    Vivi respondeu:

    @Flavia Mello,

    Não é NADA barata! Comprei muito lá, encantada pelos modelos legais e tudo mais, mas na medida em que as confecções começaram a dar conta do recado… pagar mas pra quê?

    Sabe, Fla, eu penso assim, o capitalismo proporciona isso, do lucro gigante. Tudo bem, um batom pode custar R$10 e pode custar R$200. Paga quem quer, tanto o preço menor quanto o maior. O inadmissível é que dentro desse preço exista cachorrada pra aumentar ainda mais o lucro! Isso não tem justificativa, é má fé pura.

    Eu tb já não acredito em nada, depois dessa não dá pra saber o que foi feito aqui ou lá fora e em que condiçoes. 🙁

    Bjk!!

  5. Flavia Julião de Souza disse:

    Acompanho o ocmentário da Ligia. A maior parte da “it blogueiras” não está nem aí, pq muitas vezes, o dinheiro delas ( pq sejamos sinceras, precisar ter dinheiro sobrando e muito,além de patrocínio, para montar tantos looks) que compram tais peças , advém de exploração que suas famílias ( não a totalidade) também praticam, seja em industrias, na agropecuária e demais serviços aqui no Brasil.Essa é a verdade nua e crua. Se for pesquisar , tem muito, mas muito trabalho se não escravo, análogo a escravidão aqui mesmo ( fiquei horrorizada quando fiquei hospedada na casa de uma conhecida em Recife e tinha um funcionário que trabalhava lá a troco de um prato de comida !!!!! juro) . Dói demais ver essa realidade, mas dói muito mais ler pessoas tentando justificar isso com frases do tipo ” se for para protestar, teremos de andar nus…”, e por aí vai. Pouquíssima, para não dizer praticamente nulo, foi o número de blogs de moda que se manifestaram sobre o assunto. Agora, sobre o lançamento do último esmalte e das coleções sei lá do que que, viajar para o fim do mundo e assistir o desfile de sei lá o que, todas estão com tempo sobrando para arrumar a mala, e ir , montam o post em seus IPADs ( Oi Foxcom com fábricas que detém índices alarmantes de suicídio entre os funcionários!!!) e publicar. Como dizia minha sábia vovó: é nessas horas que se cossegue separar muito bem o joio do trigo. Parabéns por publicar, Vivi ! Vc fez o certo, deu continuidade a notícia, tomou partido com classe ao invés de viver como um avestruz frente a realidade do dia a dia.

    Vivi respondeu:

    @Flavia Julião de Souza,

    Fla, só posso falar por mim: se a opção a compactuar com criminoso é andar nua, eu ando, ué. Mas isso é radicalizar, porque tenho certeza (absoluta!) de que tem muitas confecções com design, qualidade e preço bom que não tem peças costuradas às custas do sangue dos outros.

    Isso que você falou, de viver “como um avestruz” enquanto a vida de verdade acontece, me faz pensar em deixar de blogar muitas e muitas vezes. O que me faz continuar a achar algum sentido é saber que antes de qualquer coisa, um blog sempre será um canal de comunicação pessoal e que nele eu NÃO preciso ser um avestruz, ao contrário do que a maré sugere. No dia em que eu deixar de acreditar nisso, tchau blog.

    Fico muito animada por saber que vocês também tem uma opinião a respeito. 😉

    Bjooo!

  6. Vivi, não sou muito de ver TV, ainda mais tarde da noite…
    Nem tomei conhecimento desse assunto no programa que passou, se não me engano na terça a noite.
    Fui ler algo sobre na internet ontem e fiquei bestificada.
    Na verdade eu nunca parei para pensar sobre isso, para mim é uma coisa fora da realidade do mundo que ainda exista o trabalho escravo.
    Ok, em ganhar pouco – como o mínimo do nosso país – mas ganhar menos que o mínimo?!
    Sei que isso ocorre em plantações etc… (não que seja digno que isso aconteça, mas isso é mais divulgado)
    Mas na moda?!
    Talvez eu não tenha pensado nisso justamente por não acreditar que exista ou porque, até então, ninguém nunca tinha tocado nesse assunto.

    Enfim… é bom desconfiar sempre de preços, mas… no ‘meu mundo’ eu imaginava que… se uma grife cobra caro pela peça… o mínimo é que seus funcionários – sendo terceirizados ou não – ganhem bem, já que o lucro de cada peça, as vezes, passa de 100%.

    O que me deixa mais triste nisso tudo é que, com certeza, inúmeras marcas devem fazer igual.

    Certa vez li que os empregados que fazem os tênis nike, se quer, tem condições de comprar um tênis da marca – mesmo com dois meses de trabalho.
    E na época? Não acreditei… Não caiu na mídia, não foi apurado.

    Bom… eu devo estar com uma visão romântica demais da vida… Mas essas coisas caírem na mídia são boas, nos ‘sacode’.
    Meu único ‘sonho’ no momento é que… Isso não caia no esquecimento… E que uma atitude seja tomada, pelas empresas… e principalmente, pelos consumidores.

    Beijocas!

    Vivi respondeu:

    @Inara Silveira,

    Ah, florzinha, infelizmente a vida vive dando esses sacodes na gente. Sabe o que eu acho mesmo? Que enquanto tivermos essa capacidade de nos abalar diante dos fatos, as coisas ainda não estão completamente perdidas.

    Ruim mesmo é quando ficamos indiferentes…

    Bjuuu!

  7. Ligia disse:

    Pois é; le isso aqui e ve se nao é de causar ojeriza tamanha indiferença? gente.. como assim as pessoas sao tao alienadas, tao futeis? Eu curto um luxo, ja morei em outros continentes mas nunca.. NUNCA acho que isso é normal… por isso que as coisas não mudam…

    http://www

    Vivi respondeu:

    @Ligia,

    E eu também seria a maior hipócrita do mundo se dissesse que não gosto de coisas boas, bonitas, de um luxo, um mimo desnecessário… Imagina, adoro! Só que tudo tem limites e dignidade não tem preço, né?

    As coisas só não mudam quando a gente deixa de se importar, queri. Acho que ainda tem jeito…rs

    Bju!

  8. Okamix disse:

    Estou visitando o site pela primeira vez e gostei bastante !

    Já adicionei o site nos favoritos para estar acompanhando sempre as novidades !

    Parabéns e Sucesso !
    http://www.okamix.com.br

    Vivi respondeu:

    @Okamix,

    Obrigada, queri!

    Bjk!

  9. Ana BH disse:

    Onde estão os post´s das GRANDES blogueiras da moda???????????
    Estou só esperando…..esperando….

    Bella respondeu:

    @Ana BH,

    Boa pergunta. Sem querer polemizar, mas sabemos que elas praticamente só compram na Zara.

    Vivi respondeu:

    @Ana BH,

    Meninas, como eu disse, eu só posso falar por mim. 😉

    Bjks!

  10. Lila Czar disse:

    Não acho que vai ser fácil da nossa parte parar de comprar na Zara e nas outras lojas que já foram denunciadas – C&A e Marisa, por exemplo. Mas é nossa obrigação!
    Lila Czar
    @seviracom30
    seviracom30.blogspot.com

    Vivi respondeu:

    @Lila Czar,

    Não sabia das outras, fiquei sabendo pelos comentários de hoje, vou procurar noticias.
    O mais grave é que nesse caso específico da Zara, foram mais do que denúncias, foi flagrante, né?

    Bjuu!

  11. Tata disse:

    Vivi fiquei aliviada de ver que você escreveu sobre o assunto aqui! Confesso que ultimamente não tenho tido muito tempo pra nada nem para internet, mas, hoje que sobrou um pouquinho de tempo fui ver como estava a repercussão disso no mundo dos blogs, e fiquei chocada em ver que o assunto não foi comentado.
    Concordo que muitas marcas fazem isso sem a gente de fato saber, mas, a partir do momento que tomamos conhecimento somos sim responsáveis, e eu Táta, não quero ser responsável por uma coisa absurda dessa.
    Uma coisa que me chocou tanto quanto, foi ver a tamanha alienação das pessoas, pois li “justificativas” terríveis das pessoas defendendo a Zara.
    E parabéns também pelo seu comentário “se a opção a compactuar com criminoso é andar nua, eu ando, ué. ”
    Beijos!

    Vivi respondeu:

    @Tata,

    Tata, eu nao gostaria de ser tratada da maneira como estão tratando aquelas pessoas, assim como não gostaria que isso acontecesse com minha família e amigos. Se não quero ra mim, não posso aceitar que aconteça pra outros. Não tenho poder para impedir, mas falar ou não publicamente é uma opção de quem tem algum contato com o público. Eu escolho falar.

    beijoka!

  12. Tata disse:

    Só pra complementar que eu esqueci, outras marcas também ja estiveram envolvidas nesse tipo de coisa, aqui do Brasil a Pernambucanas, a Marisa e a C&A, ano passado. E quase ninguém lembra disso.

    Vivi respondeu:

    @Tata,

    eu não sabia, fiquei sabendo aqui. Como falei no comentário pra Lila, vou procurar notícias pra ver se foram acusações ou flagrante, como nesse caso.

    bjinhu!

  13. Débora disse:

    Vivi, parabéns pelo post.
    Fico feliz por ver uma blogueira se manifestar de forma tão contundente, ainda mais se nós levarmos em consideração que, hoje em dia, os blogs são tão ou mais formadores de opinião quanto a tv, rádio ou qualquer outro tipo de mídia impressa ou digital.
    Realmente, como já comentaram aqui, a maioria dos blogs de moda e beleza está mais preocupada com novas coleções de sapatos, esmaltes e outras tendências. Claro que nós gostamos disso, mas é inadmissível que o nosso bem-estar seja obtido em detrimento da saúde e da dignidade de outras pessoas, gente como a gente, independentemente da nacionalidade ou do status social. Todo mundo precisa trabalhar para viver, sem contar que, quando a gente faz o que gosta, é uma das coisas mais gratificantes do mundo. Mas escravidão mascarada de trabalho é o cúmulo do absurdo.
    Incrível como tem gente que ainda tem a mentalidade dos tempos do Império, de que existe gente que existe só para nos servir, e que o máximo que dá para fazer por eles é ter piedade ou dar umas esmolas. Mais incrível ainda é pensar que compactuar com esse tipo de prática das empresas não vai trazer reflexos futuros para a gente.
    Mais uma vez, parabéns, Vivi!
    bjs

    Vivi respondeu:

    @Débora,

    É uma escolha pessoal de cada blogueiro, né, Débora. Eu também adoro o mundo fofinho e cor de rosa das tedências onde eu sonho; só que meus dois pés ficam fincados no mundo real, onde vivo de fato. Estamos falando de pessoas, não de números. Crianças até. No momento em que pessoas não valerem mais a notícia, a busca pela informação perde o sentido, pelo menos pra mim.

    O fato de ver aqui outras 20 pessoas tão indignadas quanto eu vale muito mais na minha vida do que 200 narizinhos torcidos.

    beijooo!

  14. Luciana disse:

    Vivi, parabéns por tocar no assunto aqui no blog. Eu esperava uma reação maior das blogueiras de moda, mas não percebi nenhum grande movimento (o que é pra se pensar…). Quanto à Zara, sempre achei tudo caro pela qualidade das roupas. Agora, mais ainda, né?

    Acho que cada passo que a gente dá rumo a escolhas mais conscientes de consumo é válido, e divulgar esse tipo de informação é um modo de agir.

    Beijão!

    Vivi respondeu:

    @Luciana,

    Lu, eu já não esperava, não. É o tipo do assunto que não “dá ibope”, porque pode render críticas e atrapalha os negócios.

    Concordo com você, sem fazer alarde, sem soltar panfleto, manifestar a opinião num momento desses é a única maneira de demonstrar que a gente não aceita esse mundo torto asim e que temos vontade de contribuir com alguma melhora.

    beijoo!

  15. Bella disse:

    Vivi,

    Aproveitando o embalo, também acho ridículo usar marcas de cosméticos que testam os seus produtos em animais, como a Neutrogena. Sei que os produtos deles são ótimos, mas parei de usar desde que fiquei sabendo disso. Imagina o creme que vc passa na pele sendo testado em coelhos despelados? É a nossa beleza a custa de usar animais indefesos, sendo que há tantas maneiras de se testar de outra maneira…

    Vivi respondeu:

    @Bella,

    Bella, a questão dos testes eu ainda não consegui dissociar dos testes para medicamentos. Porque a maior parte dos cosméticos acaba derivando dos testes pra medicamentos.

    Hoje ainda não posso te dizer que sou a favor de parar os testes em animais para drogas contra doenças degenerativas, por exemplo. É doloroso demais ver um ser humano definhando, se acabando lentamente num leito de hospital, com consciência, sofrimento físico e emocional.

    É abominável a idéia dos bichinhos nos laboratórios, mas quando penso nas pessoas cuja vida depende disso, fico muito confusa.

    Testes EXCLUSIVAMENTE para fins cosméticos são nefastos, mas hoje isso é bem mais raro acontecer. E sempre há a lista das empresas crulty free pra gente optar, né?

    Bjuuu!

    Vivi respondeu:

    @Bella,

    Bella, a questão dos testes eu ainda não consegui dissociar dos testes para medicamentos. Porque a maior parte dos cosméticos acaba derivando dos testes pra medicamentos.

    Hoje ainda não posso te dizer que sou a favor de parar os testes em animais para drogas contra doenças degenerativas, por exemplo. É doloroso demais ver um ser humano definhando, se acabando lentamente num leito de hospital, com consciência, sofrimento físico e emocional.

    É abominável a idéia dos bichinhos nos laboratórios, mas quando penso nas pessoas cuja vida depende disso, fico muito confusa.

    Testes EXCLUSIVAMENTE para fins cosméticos são nefastos, mas hoje isso é bem mais raro acontecer. E sempre há a lista das empresas cruElty free pra gente optar, né?

    Bjuuu!

  16. Alô Vivi e galera dos coments, li cada comentário e acredito que todas estamos concordando que pagar mais não é sinônimo de: Qualidade e estar na moda. Ainda mais se descobrimos que isso vem de trabalho escravo. Como eu vi num comentário se que for pra pagar assim eu prefiro andar nua, tô com ela, claro que não há necessidade de andar nua, e sei que foi apenas uma forma de protestar, mas sim vamos protestar e muito.
    Colocar a boca no trombone e muito! Somos blogueiras, somos formadoras de opinião, e não vamos falar nada sobre o assunto? Que é isso? Se a gente ficar calada com esse tipo de informação estamos compactuando com essa barbaridade.
    Eu não tinha visto o anúncio no Face e só vi no twitter ontem com a tuitada da Vivi. Mas vamos sim botar nosso bloco na rua e falar sobre o assunto.

    Vivi respondeu:

    @Coisas da Gigi,

    rssrsrsrs
    andar nua nunca vai ser moda, porque ninguém vai lucrar com isso, né? 😉

    beijooo!

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