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Vivi Alberto
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comportamento

Tendência é bom pra quem?

 

Minha intenção sempre foi aumentar a “carga” de conteúdo de Moda no blog, só que acabo sempre me deparando com uma questão pessoal: tendências. Tenho um pouco de birra de tendências, apesar de ter consciência de que o público gosta (muito) delas.

Não que eu faça parte do time das rebeldes mais radicais, do tipo que quando o lance vira tendência não quer nem saber; se massificar pega bode! rsrs Não é isso, não. Muito pelo contrário até. Dou muito valor pro que as ruas têm a dizer; para o que as pessoas fazem chegar às vitrines invertendo a ordem de mercado (mesmo que não seja do meu gosto pessoal, acho interessantíssimo enquanto forma de expressão). Não me diga que foi um designer que criou o hype do indefectível boné de aba reta, por exemplo, porque não foi. Isso é a voz que vem da rua e o que ela diz muitas vezes só é entendido por quem está lá.

 

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É que eu gosto demais de Moda. Acho que tem tudo a ver com expressão, com se relacionar com o mundo. Tem gente que trava nas palavras, mas se comunica lindamente através da forma como usa suas roupas. Porque tem mais isso, né? Roupa sem mensagem é só vestuário, não é Moda. Aí chego à questão do início do post: só usar a tendência por ser tendência, também não é apenas jogar uns paninhos sobre o corpo? Usar combinações que ganharam status de must have da estação também não deixa de ser falta de algo mais pessoal a dizer?

A velocidade de acesso às novidades hoje é tanta, a venda de roupa on-line aqui no Brasil e no mundo atingiu possibilidades tão gigantescas que fico intrigada quando percebo que, apesar de todo esse sortimento, a maior parte das pessoas não dispensa a boa e velha tendência ditada.

Não é estranho, gente? Você pode usar o que quiser, da maneira que quiser, mas insiste em conferir o Instagram das It Girls e se certificar de que vai comprar exatamente aquele vestido, para usar com aquela bolsa, combinando com aquele esmalte, que você fez questão de perguntar qual era. Na minha cabeça, quando copiamos um look tal e qual ele nos é apresentado, seja em uma vitrine ou numa fotografia, é como se usássemos no nosso cotidiano diálogos que retiramos de livros. Não somos nós, só partes de personagens que admiramos. E isso é meio triste, não é?

 

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Eu e mais uma parcela considerável da população feminina do planeta fomos encantadas pelo filme O Diabo Veste Prada. Quer saber (além dos figurinos bárbaros) o que me faz amar esse filme? Miranda Priestly, o diabo fashionista em questão, retrata a editora de moda mais conhecida do mundo e é público e notório que ela não se digna a usar nada que não seja devidamente grifado, couture e digno de poucos e bons. Agora, minha amiga, me diga em que momento você viu UM, UM LOGOTIPO DE GRIFE que seja, sendo ostentado por Miranda? Você não vai dizer, porque não há. O Figurino do filme fez questão de que ela usasse apenas peças clássicas e atemporais, justamente para que a verdadeira essência da Moda ficasse registrada: o belo não tem idade, não pode ser datado. Somente o estilo é capaz de transformar qualquer peça em um conjunto equilibrado entre allure e modernidade; isso nada tem a ver com os últimos desfiles ou a it bolsa da temporada. Diz respeito à bom corte, qualidade de confecção e ótimos tecidos. Além de um olho sábio, que consiga harmonizar todos esses elementos em qualquer ocasião.

 

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Moda é inteligente e começa a acontecer no momento em que você está escolhendo aquela blusinha. Moda é uma equação que você aprende e depois executa com números de qualquer espécie; uma frase de boas-vindas que você magicamente sabe pronunciar em qualquer idioma. E as Tendências?

Bom, tendências são como aqueles moletons confortáveis, que você sabe que pode recorrer a qualquer momento sem errar, mas que nunca provocam um meio sorrisinho quando você dá aquela última conferida no espelho, antes de sair. Já a Moda te garante um friozinho na barriga de empolgação. E provavelmente um selfie, só pra registrar a alegria.

P.S.: só pra constar. Usei a imagem das calças estampadas pra exemplificar uma tendência e admito que já tenho uma. Ou duas.


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